Perder a VirginBondage
Recentemente perdi a minha virgindade no BDSM, é verdade que foi algo muito simples, há quem inclusivamente pudesse dizer que muito básico…
Para mim foi bastante mais que isso… tocou-me e mexeu comigo, de maneiras que eu ainda estou a avaliar… e sentir…
Curiosamente, e apesar de ter dominado alguém… de ter pegado nesse alguém e tê-la embaraçado e humilhado. Provocado dor e prazer. Conforme a minha vontade ditasse, as minhas mãos executassem, os meus olhos desejassem… a minha atenção, desejo e prazer não estavam focados e concentrados em mim, mas na submissa… olhando… reparando… bebendo da sua submissão, prazer, dor, e liberdade de Sentir, sem pejos, sem culpas… eu tirando prazer, um prazer sádico de a “forçar” a sentir, de a ver a contorcer-se… sem saber bem se de prazer se de dor… de humilhação/vergonha ou excitação sem poder evita-lo, sem poder fugir, sem desejar fugir… um aspecto reforçando o outro. De ver e sentir o Prazer dela, de saber que tudo o que eu estava a fazer ela estava a gostar, libertando-me de sentimentos de culpa, libertando os meus desejos e minhas vontades no corpo e espírito dela. Para eu lhe dar prazer, e dar-me prazer a mim mesmo fazendo algo que ambos gostamos e desejamos… precisamos…
Ela… de Sentir sem medos……. Libertar-se da prisão das convenções impostas… libertando-se para apenas sentir. Tendo essa coragem e força que tão poucos têm…. A de enfrentar os seus próprios sentimentos e desejos na sua plenitude. E a capacidade de se entregar a esses mesmos sentidos e a quem lhos “força”… a sentir de uma maneira maravilhosa, cheia de coragem
Eu… de sentir o meu prazer libertar-se na liberdade dela… de poder controlar, de pegar em alguém e fazer como me “apetecer” sabendo que o que faço é por mais estranho que pareça, algo que ambos apreciamos e desejamos, que inclusivamente precisamos, e é aceite por ambos… que o contorcer dela… é desejado…. E isso dá-me gozo! porque é consensual… e igualmente importante para mim… ela também têm gozo!!!
É algo indescritível… é algo que tem de ser sentido… saboreado lentamente… E por isso, ainda penso, ainda me recordo, ainda desejo…
